sábado, 2 de abril de 2011

Biblioteca escolar em foco


JORNAL CORREIO DO POVO
ANO 116 Nº 184 - PORTO ALEGRE, SÁBADO, 2 DE ABRIL DE 2011

O papel das bibliotecas públicas e escolares do Rio Grande do Sul foi destaque na 21 edição do Fórum Gaúcho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares, que ocorreu ontem no auditório da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Ufrgs, na Capital.
O evento reuniu cerca de 200 pessoas, com o objetivo de discutir desafios e perspectivas do setor. Conforme a coordenadora do fórum, Loiva Teresinha Serafini, o RS conta com 600 bibliotecas públicas e 6 mil bibliotecas escolares. Segundo ela, esses estabelecimentos ainda enfrentam grandes complexidades. "Precisamos melhorar o índice de bibliotecas abertas nos mesmos turnos que a escola. E o acesso da população precisa melhorar", defendeu.
Apesar das mudanças e da inserção das novas tecnologias neste universo, principalmente com a Internet, os processos de leitura e o acesso à informação sofreram modificações. Essa performance trouxe mais conhecimentos, mas também ampliou a necessidade de qualificação profissional dos trabalhadores de bibliotecas. "Os servidores precisam saber indicar fontes seguras de pesquisa", observou.
Loiva lembrou que cerca de 20% das escolas gaúchas têm banda larga.
"A informatização é fundamental, pois a leitura de livros, jornais, artigos pelo computador ajudou na democratização da produção editorial", afirmou. "Procuramos incentivar projetos de leitura, saraus, e levar os autores nas bibliotecas", destacou.

Segundo a doutora em Informática na Educação e coordenadora do curso Técnico em Biblioteconomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS, Lizandra Estabel, é a primeira vez que acontece grande mobilização em prol da leitura. Ela salientou também a participação de representantes do governo estadual e o apoio das entidades organizadoras do evento.


FONTE: Correio do Povo

Acesse no link a seguir a Apresentação realizada no Fórum pelas Profªs Eliane Moro e Lizandra Estabel


sexta-feira, 1 de abril de 2011

21º Fórum Gaúcho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares


Jornal CORREIO DO POVO: Ensino


ANO 116 Nº 183 - PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 1 DE ABRIL DE 2011

Bibliotecas: A melhoria das condições de bibliotecas públicas e escolares é o foco do 21 Fórum Gaúcho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares, que acontece hoje, no auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (Ramiro Barcelos, 2705), na Capital, das 8h30min às 12h. O tema do encontro é "Bibliotecas Públicas e Escolares do Estado - Desafios e Perspectivas". Já os painéis discutirão o quadro evolutivo das iniciativas estaduais entre os anos 2000 e 2010, políticas do livro e leitura nas secretarias estaduais de Educação e Cultura.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Projeto leva estudantes de Nova Petrópolis a viver uma noite entre personagens e histórias

Dez estudantes dormiram na biblioteca pública Professora Elsa Hosftätter da Silva na última quarta-feira


Às 19h de quarta-feira, quando normalmente a biblioteca pública Professora Elsa Hosftätter da Silva, em Nova Petrópolis, está fechada, um grupo de crianças adentrou o espaço. Com mochilas cheias de roupas de cama e pijamas, 10 estudantes do projeto Criança Feliz, que proporciona atividades no turno inverso ao da escola, foram selecionados para dormir no meio dos livros.

A iniciativa de levar a criançada para uma noite entre as obras literárias é da direção da biblioteca e ocorre uma vez ao ano. Essa foi a segunda edição. A aventura bem que poderia estar entre as travessuras de O Menino Maluquinho, de Ziraldo.

Rodeada por voluntários, que garantiram cuidados aos visitantes, a turma se tornou personagem da história. Contarão aos colegas que o Menino Maluquinho que esteve na biblioteca era travesso como o do livro, mas era ruivo, tinha sardas e não usava óculos gigantes. O voluntário mais novo, Daniel Jung, 13 anos, não esqueceu nem da panela na cabeça.

Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 23 de março de 2011

21º Fórum Gaúcho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares


Prezado(a) Senhor(a),
O CRB-10 tem o prazer de convidá-lo para o Fórum Gaúc
ho pela Melhoria das Bibliotecas Escolares , a ser realizado no Auditório da FABICO , localizado à Rua Ramiro Barcelos, 2705 , no dia 1 de abril, às 8h. Favor confirmar sua inscrição pelo telefone 3232-2880 ou 3232-2856, com Denise e Beatriz.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Estudantes brasileiros são os que têm menos livros em casa, aponta pesquisa


Veículo: O Estado de São Paulo
Data: 06/03/2011


Educação. Levantamento baseado nos dados do Pisa mostra que 39% dos estudantes do País possuem no máximo dez obras literárias e apenas 1,9% é dono de mais de 200 volumes; baixa escolaridade dos pais e situação socioeconômica ruim são motivos

Imagine uma sala com prateleiras e estantes repletas de livros de todos os tipos: romances, poesias, crônicas, contos, ensaios, dicionários e enciclopédias. No centro, uma mesa de estudos, onde um aluno faz sua lição de casa. Nos lares brasileiros, essa cena ainda é rara: somos o país onde as crianças têm menos livros em casa. É o que mostra um levantamento inédito do Movimento Todos Pela Educação, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que analisou 65 países. Cerca de 39% dos estudantes brasileiros declararam possuir, no máximo, dez obras literárias. A pesquisa mostra ainda que jovens que convivem com livros em casa apresentaram um desempenho melhor nas provas do programa. O índice brasileiro é pior que o de estudantes de outros países latino-americanos, como Argentina, México e Colômbia. Entre os que afirmam ter mais de 200 livros, estamos em penúltimo lugar (1,9%), perdendo apenas para a Tunísia (1,7%). Na frente estão, por exemplo, Coreia (22,2%), Islândia (20,32%) e Liechtenstein (20,48%).

A posição sofrível do Brasil no ranking, segundo especialistas em educação, revela um retrato social e cultural do País. "A quantidade de livros em casa está intimamente ligada ao nível socioeconômico da família e à escolaridade dos pais", explica Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. O acesso ao livro, diz ela, também está ligado ao custo. "Obras literárias são artigo de luxo por aqui. Além disso, enquanto a alfabetização ainda for precária, não tem como a criança encarar o livro como uma ferramenta. Ela é o direito elementar à educação de qualquer indivíduo." Christine Fontelles, diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, organização não governamental que apoia projetos de educação, afirma que o Brasil precisa criar uma cultura de leitura. "Nós não nascemos leitores. Isso começa na família e só depois se estende para a escola. E esse hábito ainda é ausente no País", explica. Segundo ela, as crianças devem ser preparadas desde a primeira infância. "O desafio de estimular a ler não pode ser entregue à escola."

Educadores são praticamente unânimes em afirmar que crescer em uma família "letrada" é determinante para desenvolver o prazer pela escrita. "O maior obstáculo é trabalhar o mediador de leitura, que pode ser o professor ou os pais, para que ele "venda" bem a ideia de ler para a criança", afirma Marina Carvalho, coordenadora de projetos da Fundação Educar. "Só assim se cria o hábito." A última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, mostrou que quem mais influencia o leitor no gosto pelos livros é a mãe, segundo 49% das pessoas. Em seguida, vem a professora, com 33%, e o pai, com 30%. "A família se mostra como uma "escola de formação do leitor"", diz Zoara Failla, gerente de projetos da entidade. "Em sala de aula, muitas vezes não se desperta o interesse pelo livro como arte. Ele é apenas mais uma tarefa." Segundo ela, a importância que os pais dão ao livro é determinante para a criança. "Porque esse é o ambiente de formação dos primeiros valores dela", conclui. Ilan Brenman, autor de livros infantis e pesquisador em educação, questiona essa relação em algumas famílias. "Alguns pais de classe média reclamam do preço do livro, mas compram consoles de videogame e celulares caríssimos para os filhos. Qual o valor então que eles dão para a educação?"

Costume. Na casa de Michelle la Marck, de 14 anos, que tem mais de 500 volumes em casa, o convívio com livros desde o berço fez com que a garota desenvolvesse o hábito pela leitura - sua mãe também gosta muito de ler. A influência foi tanta que, aos 9 anos, ela ganhou, no colégio Santa Maria, onde ainda é aluna, o certificado de quem mais alugou livros na biblioteca. "Foram mais de 300 para 200 dias letivos. E li a maioria", lembra. Ela lê até 25 livros por ano e diz nunca optar pelo resumo quando a escola pede alguma obra - como por exemplo A Metamorfose, de Franz Kafka, que está lendo agora. "Sempre que pesquiso na internet tenho um livro no colo para conferir as informações, tomando o cuidado de ver se está atualizado", conta. Sabrina de Oliveira, de 17 anos, lê até dois livros por mês - sem contar os propostos pelo colégio Santo Américo, onde estuda. "Gosto de ler mais de um ao mesmo tempo, e de gêneros diferentes, como um romance e uma peça de teatro, por exemplo", diz ela, que leu diversas obras de William Shakespeare. Tanto Michelle quanto Sabrina têm notas altas na escola, confirmando a tendência detectada na pesquisa.

PARA ENTENDER - Pisa permite comparar países - O principal objetivo do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) é apresentar indicadores educacionais que possam ser comparados entre países, mostrando, assim, a eficiência dos sistemas nacionais. As avaliações são feitas a cada três anos, com provas de leitura, matemática e ciências. A cada edição, uma das áreas é enfatizada - na última foi leitura e o exame incluiu, pela primeira vez, textos online. Fazem as provas alunos de 15 anos dos 34 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e de mais 31 convidados. Nas estantes - 89,8% dos jovens de Xangai (China) – maior nota em leitura no Pisa – declaram ter mais de dez livros. 15,7% dos jovens de Luxemburgo dizem ter mais de 500 livros – maior porcentual entre os países. 1% dos brasileiros têm mais de 500.