
O Grupo de Pesquisa LEIA deseja um Feliz Natal e que em 2011 a esperança se renove e o bem prevaleça nas relações, transformado em gestos de solidariedade e paz.
O Grupo de Pesquisa LEIA: Leitura, Informação e Acessibilidade, caracteriza-se como um grupo de estudos interdisciplinares e transdisciplinares com objetivo de realizar estudos, projetos, pesquisa, produção e publicação científica nas áreas da Ciência da Informação, Educação, Informática na Educação e áreas afins.
III FÓRUM NACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES NATAL LUZ EM GRAMADO
Data: 10 de dezembro de 2010
Local: Centro de Eventos da FAURGS
PROGRAMA
Manhã:
9h – Inscrições
9h e 30min – Abertura Oficial com autoridades – Prefeitura Municipal de Gramado, Secretaria Estadual de Educação, Secretaria Estadual de Cultura, CRB-10, CFB, Câmara Riograndense do Livro, FABICO/UFRGS.
Apresentação Artística – Xaraxaxá – Direção Lisiane Berti
10h e 30min – PAINEL I – Advocacy em defesa das Bibliotecas Públicas e Escolares – Nêmora Arlindo Rodrigues – Presidente do Conselho Federal de
Biblioteconomia.
11h e 15 min – Fóruns para Melhoria de Bibliotecas Escolares: a trajetória em 2010 – Bibliotecária Loiva Teresinha Serafini – Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia CRB-10, Profa. Dra. Lizandra Brasil Estabel – IFRS; Profa. Dranda. Eliane L. da Silva Moro – FABICO/UFRGS.
12h – Intervalo para Almoço
Tarde
13h e 15min – Apresentação do Grupo de Contadores de Histórias de Arroio dos
Ratos
13h e 30min – PAINEL II – Projetos de Leitura, periferia e inclusão social
- Escolas Municipais de Gramado. – Coordenadora Profa. Dra. Lisiane Pinto dos Santos; Bibliotecária Cláudia Zambelli Mezalira; Consultora Bibliotecária Eroni Kern Schercher.
- Cirandar – Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre – Aline Hernandes – ONG Cirandar/IC&A
- Biblioteca Amigos do Livro de Taquara – Relato de Experiência – Pintor Roberto Carlos Sampaio Guedes sobre a criação da biblioteca comunitária.
14h e 30min – PAINEL III
- Padrões para Bibliotecas Escolares – Profª. Dra. Bernadete Santos Campello – UFMG – Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Biblioteca Escolar – GEBE – Estudo desenvolvido para efetivação da Lei Federal nº12.244/10 que trata da obrigatoriedade das bibliotecas escolares.
15h e 15min – Gestão do Conhecimento através do mapeamento de competências – Case CFB-CRB. Conselheira Federal Prof. Dra. Célia Regina Simonetti Barbalho.
16h – Sistema de Bibliotecas Escolares de Novo Hamburgo – Coordenação Prof. Leandro Lemes do Prado – Relato de experiência de implantação de serviços bibliotecários no Sistema Municipal de Ensino.
16h e 30min – “Bibliotecas públicas e escolares em Minas Gerais: ação fiscalizatória e iniciativas municipais” – Vice-Presidente do CRB-6, Bibliotecária Haieska Haum e Secretária do CRB-6, Bibliotecária Juliana Moreira.
17h – Encaminhamento de Propostas
18h – Encerramento do Evento.TEMA - Biblioteca Escolar – a maior promoção da leitura
Programação Manhã 9h – 12h
9 h – Inscrições
9h30min – Abertura Oficial com CRB-10, CFB, Câmara Riograndense do Livro, FABICO e FAMURS
10h - Palestra “Aprendendo sobre o Rio Grande do Sul através dos livros” - Paixão Cortez – Patrono da 56ª Feira do Livro
10h30min - Painel – A maior promoção da leitura - Coordenação – Maria da Graça Artioli – Bibliotecária Câmara Riograndense do Livro
10h45min- Relato de Experiência – Ações da Biblioteca do CECLIMAR – Imbé - Bibliotecária Stella Maris do Canto Pivetta
11h30min- “Leitura sem fronteiras" - Marô Barbieri - escritora, professora e contadora de histórias"
Debates
Tarde – 13h 30min – 17h
13h30min- Abertura - Fala do Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro
14h - Workshop “Plano Municipal do Livro e Leitura - Ações para sua implantação” – com guia prático de implantação do PMLL
Profa. Dra. Lizandra Brasil Estabel (LEIA/FABICO/UFRGS e IFRS); Profa. Dranda. Eliane L. da Silva Moro (LEIA/FABICO/UFRGS); Profª Dranda. Maria do Rocio F. Teixeira (LEIA/FABICO/UFRGS) e Loiva Teresinha Serafini – Bibliotecária Presidente do CRB-10.
Apresentação - Aline Trierweiler de Souza; Paula Fernanda F. Leal e Suelen Bilhar (Acadêmicas do Curso de Biblioteconomia da FABICO/UFRGS)
Ações de livro e leitura já realizadas no município – instrumentos de coleta de dados; Diagnóstico e Informações
Eixos Temáticos :
17h – Encerramento
ATUAL
Giovany Oliveira: computador e braile
Até dezembro, todos os 4.300 alunos com cegueira total do ensino fundamental e médio matriculados nas escolas públicas do País irão receber um laptop com um sintetizador de voz que lê para eles o texto da tela. Dois mil já foram beneficiados e navegam nessa possibilidade, segundo o Ministério da Educação (MEC). Em fevereiro, mais tecnologia será despejada na carteira dos estudantes cegos que cursam do 6º ao 9º anos: uma coleção de 380 obras didáticas no formato digital Daisy. Abreviação para Sistema Digital de Acesso à Informação, a solução tecnológica batizada aqui de Mecdaisy permite ao aluno interagir com o livro digital, podendo pausar, pular ou retornar às páginas e capítulos, anexar anotações aos arquivos da obra e exportar o texto para impressão em braile, o sistema de códigos que possibilitou aos deficientes visuais o acesso à escrita e à leitura a partir do século XIX.
Embora o braile ainda seja defendido e aplicado pelas instituições de ensino durante a alfabetização, já há correntes de educadores que temem um afastamento dos estudantes com cegueira da leitura feita com os dedos por conta desses dispositivos tecnológicos (leia à pág. 78). “Está ocorrendo uma desbrailização”, afirma o professor de geografia e história Vítor Alberto Marques, do Instituto Benjamin Constant, entidade pioneira para cegos no Brasil. “A criança acha chato ler em braile e está migrando para outras tecnologias”, diz ele.
O problema foi discutido na convenção anual que a Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos realizou no ano passado. No evento, painéis com o slogan “ouvir não alfabetiza” foram espalhados para chamar a atenção para um dado alarmante: 90% das crianças americanas com deficiência visual estão crescendo sem aprender a ler e a escrever, segundo o vice-presidente da organização, Fredric Schroeder. Isso ocorre porque estão escravas de inovações como serviços telefônicos que leem jornal e leitura em voz alta de e-mails. “Essas tecnologias promovem um tipo passivo de leitura. Só por meio do braile o cérebro do deficiente visual absorve letras, pontuação e estrutura de textos”, defende Schroeder.
Mas o fato é que, hoje, o braile não reina mais sozinho na sala de aula. No Instituto de Cegos Padre Chico, em São Paulo, que possui 99 alunos carentes e segue a cartilha da Secretaria de Educação do Estado, os estudantes encaram, antes da alfabetização, exercícios que os preparam para o mundo digital. “Incentivamos a utilização do braile por meio de concursos de redação e de leitura”, diz a professora de informática Cynthia Carvalho. “Mas o contato com o computador, entre outras coisas, coloca a pessoa com cegueira em um patamar de igualdade.” Aluno do 5º ano do ensino fundamental, Giovany Oliveira, 11 anos, mostra, com as mãos no teclado, um pouco da sua desenvoltura no computador. O garoto digita na tela que nasceu sem visão e indica as teclas que o permitem ler, por meio de uma voz que sai da caixa de som, palavra por palavra ou a sentença toda. “No computador eu leio escutando. E o braile é legal porque aprendo como se escreve a palavra”, compara.
O Mecdaisy fará parte do currículo escolar, oficialmente, em 2011, para jovens matriculados a partir do 6º ano. Esse software sonoro de livro digital, porém, só será aplicado nas disciplinas de português, história, geografia, ciências, e línguas estrangeiras. Matemática, física e química, por conta dos símbolos gráficos, seguem sendo ensinadas apenas em braile. Crianças matriculadas até o 4º ano receberão material didático só em braile. Para a deficiente visual Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de políticas de educação especial do MEC, audiolivros, leitores de tela e livros digitais são, no Brasil, ferramentas complementares no processo de aprendizagem do deficiente visual. “A tecnologia é um elemento de inclusão social no País”, diz. “Mas é preciso cuidado para que não haja uma desbrailização por conta dá má utilização dessas inovações”, pontua Moysés Bauer, presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil.
“A tecnologia é um elemento de inclusão social”
Martinha dos Santos, diretora de políticas de
educação especial do MEC
Na convenção da federação dos cegos americanos circularam histórias de crianças que não sabiam o que era um parágrafo, que questionavam o porquê das letras maiúsculas ou o porquê de a expressão “felizes para sempre” ser composta por palavras separadas.
Foram prejudicadas, segundo Schroeder, pelo vício de somente ouvir o que um software reproduz. “Essas tecnologias são sinal de progresso?”, indaga. O estudante Giovany, ao ser perguntado se ainda gostava de ler em braile, confessou, sussurrando: “Todo dia, das 17h às 18h30, tenho de ler um livro em braile para minha mãe. A psicóloga me pediu.” Após descobrir as maravilhas do computador, o garoto não queria saber de outra coisa e dava escândalo se alguém o contrariasse. Um trato, então, foi feito para colocá-lo na linha e manter o gosto pelo braile. Giovany ganhou um computador e só pode usá-lo se cumprir uma rotina de leitura pelo tato. É preciso cuidar para que o desenvolvimento tecnológico não atrapalhe a alfabetização da pessoa com deficiência visual.
Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/107318_E+O+FIM+DO+BRAILE
No próximo dia 12 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Leitura. A data aproveita o Dia das Crianças para estimular este hábito entre crianças e jovens brasileiros. Muitos municípios desenvolvem, ao longo do ano, projetos de incentivo à leitura e reforço escolar na disciplina de Língua Portuguesa. Os resultados, muitas vezes, impactam os índices de avaliação da educação básica.
O Blog Educação levantou alguns casos de sucesso Brasil afora. A lição é que, com criatividade e um pouco de esforço, é possível criar projetos que mobilizem nossa infância e juventude para a importância da leitura.
Municípios brasileiros desenvolvem projetos para resgatar o prazer em ler entre crianças e jovens
Uma iniciativa que tem mobilizado os estudantes de Miraí, em Minas Gerais, é o projeto de leitura “Inteligente é assim: tudo que vê, lê”. O objetivo da iniciativa é resgatar o prazer pela leitura dos jovens com base nos grandes nomes da nossa literatura. Os alunos da rede municipal de ensino pesquisam e apresentam trabalhos sobre as obras de grandes escritores como Cecília Meireles, Vinícius de Moraes e Monteiro Lobato.
A Secretária de Educação do município, Maria do Carmo Oliveira e Silva Trota explica que “infelizmente, desde muito tempo, a falta de hábito da leitura tem sido um dos maiores vilões na realidade das escolas de todas as redes”. O projeto de leitura, que comemorou em agosto um ano, tem resgatado o prazer pela leitura e o sucesso entre os alunos é grande. Para registrar os trabalhos dos estudantes, a iniciativa ganhou até um blog. Confira: http://smeducacaomirai.blogspot.com/
Em Niquelândia, interior de Goiás, a leitura também tem entrado na vida de centenas de alunos do Colégio Estadual Coronel Joaquim Taveira. A proposta é trabalhar com metodologias e ações que valorizem os assuntos de interesse dos alunos e, assim, estimulem o prazer pela leitura.
Segundo a diretora da escola, Maristela Aidar, a ideia foi buscar conteúdos que atraíssem os jovens. “Adotamos como primeira etapa uma conversa informal com os estudantes, na qual eles contam quais os tipos de histórias gostam de ler, que tipos de publicações [livros, revistas, gibis etc] têm em casa, se alguém da família costuma ler para eles, entre outras coisas”, conta. “A partir dessas informações, damos início a uma série de atividades abrangendo leitura, interpretação e produção de textos”.
Já na Escola Estadual Presidente Roosevelt, em Parnamirim, interior do Rio Grande do Norte, acontece o projeto Cafeteria Sabor Literário. A iniciativa tem levado a comunidade para dentro da escola.
Aproveitando um espaço pouco utilizado no colégio, a diretoria criou uma cafeteria onde, além de saborear os quitutes, os pais e moradores do bairro podem acompanhar apresentações culturais, como teatro, música e poesia produzidas pelos próprios alunos nas aulas de literatura.
O trabalho, que envolveu diversas turmas, é um sucesso na comunidade e já acontece desde 2008, trabalhando inclusive as leituras obrigatórias para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Mobilização na rede
Muitas organizações estão se organizando para criar uma grande campanha de mobilização em favor do estímulo à leitura. Liderada pelo Instituto Ecofuturo, a campanha tem como tema neste ano o conceito “todo dia é dia de ler”.
Em comemoração à data, no dia 12/10, o próprio Instituto Ecofuturo lança a publicação eletrônica “Para que serve a literatura?”, com artigos de vários profissionais das mais diversas áreas do conhecimento. Os interessados poderão acessar o material no site www.dianacionaldaleitura.com.br.
Mais informações: http://www.blogeducacao.org.br/brasil-celebra-o-dia-nacional-da-leitura-no-dia-12-de-outubro/
Eles têm nove anos de idade e uma legião de fãs na escola. Os mais novos mal podem esperar pela vez deles. Ficam ansiosos até a terça-feira em que a professora do 4º ano vai bater na porta com seus alunos e perguntar: querem ouvir uma leitura? A vibração é geral. Prontamente, os pequenos do 2º e 3º anos se organizam e saem de mãos dadas com os grandes do 4º ano.
Em duplas, no pátio da escola, eles se entregam aos livros. A história narrada com solenidade pelos mais velhos é ouvida com atenção. Enquanto ela desperta a curiosidade do pequeno, treina a leitura do grande. Ninguém quer ir embora.
– Parece que a gente entra dentro do livro – explica Vitória Krumenauer, nove anos.
Desde que descobriu que a leitura na aula deixava marcas em seus antigos alunos, a professora Alba da Silva percebeu que poderia fazer mais.
– Um dia uma ex-aluna voltou à escola para trazer o filho e em uma carta escreveu que jamais esqueceu do 4º ano, no qual a leitura em sala de aula a fazia sonhar, fantasiar, viajar – emocionada-se a professora.
Do relato nasceu o projeto O Mundo Mágico da Leitura que ganhou toda a Escola Municipal Vila Aparecida, um exemplo de Portão, no Vale do Sinos. Mais do que os grandes do 4º ano e os pequenos do 2º e 3º, o projeto envolve os pais dessas crianças.
Quando chegam em casa, não importa a idade, todos viram contadores de histórias e os ouvintes são eles: o pai e a mãe. Pareceres são feitos por eles à mão e enviados para a escola.
– Apesar de o livro ser bastante longo, a leitura foi fluente, com timbre e pontuação durante todo o tempo – percebeu Adriane Arneche, mãe de Arielle.
O hábito da leitura ultrapassa a sala de aula, chega ao pátio da escola e percorre os corredores e refeitório quando todas as terças-feiras os 98 alunos, seis professores e três funcionários da escola param e dedicam meia hora a livros, jornais e revistas. Vale tudo, o importante é o prazer da leitura ser compartilhado.
– Nós apostamos nessa semente. Hoje, eles leem para os colegas, amanhã poderão ler para os seus filhos – acredita a diretora da escola, Elza Pereira.
De 24 a 27 de agosto de 2010 estará acontecendo na Biblioteca Pública municipal Monteiro Lobato, a exposição de fotos “Imagens que brotam do Coração” do jovem fotógrafo, e há 10 anos cego, Valdir da Silva. A exposição estará aberta à visitação durante toda semana municipal da pessoa com deficiência das 8h30min às 18h30min, sem fechar ao meio dia. Ainda fazendo parte da programação, no dia 26 de agosto de 2010, em duas seções, estará sendo exibido na biblioteca o longa gaúcho “Antes que o Mundo Acabe” da diretora Ana Luiza Azevedo. As duas seções contarão com recurso de áudio descrição para as pessoas cegas e legenda para as pessoas surdas.
Para maiores informações entre em contato com a Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato pelo telefone: 51 3488-9200
Contamos com sua presença!
(A imagem em anexo, mostra a parte escrita do convite em letras escuras e no lado direito no monitor mostra um coração com contorno vermelho brotando dele arbustos e flores de diversas cores.)
Esta é a primeira turma que receberá a certificação do projeto de Iniciação em Panificação e Confeitaria (IPEC), fruto de parceria entre o IFRS e a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação. “A ideia é ampliar os cursos também para outras áreas e estendê-los também aos pais”, informa Ana Claudia Rodrigues, coordenadora do Programa de Trabalho Educativo (PTE) na Escola Municipal de Ensino Especial Fundamental (Emeef) Professor Elyseu Paglioli.
Durante quatro meses, às quartas-feiras, um veículo do IFRS buscava e levava os alunos das escolas Elyseu Paglioli e Professora Lygia Marrone Averbuck para participarem do curso. Durante as 12 oficinas que compõem o projeto, além da execução de formulações, são ensinadas noções básicas de higiene e manipulação de alimentos, características de qualidade e segurança no trabalho.
Os cursos são organizados pelos professores do Curso Técnico de Panificação e Confeitaria e pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais do IFRS. “Verifica-se a satisfação dos alunos diante dos novos aprendizados, o empenho dos educadores das escolas de ensino especial, bem como o apoio dos pais que se reflete no baixo índice de falta às oficinas”, constata o coordenador.
Ainda sobre Saramago....
por Martha Medeiros
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Escrito por Jose Bonamigo |
Qui, 17 de Junho de 2010 00:17 |
O início da tarde desta quarta-feira (16) foi marcado pela instalação da Frente Parlamentar Gaúcha de Incentivo à Leitura, na Assembleia Legislativa. A iniciativa foi do deputado Miki Breier (PSB) e contou com a adesão de mais 31 parlamentares. A Frente Parlamentar é um organismo suprapartidário que se dispõe a criar espaços e mecanismos de motivação à sociedade para o importante hábito da leitura. Na ocasião, o deputado reafirmou que, como professor, sempre identificou o livro como um instrumento de desenvolvimento do ser humano.
Em sua fala, o presidente da Câmara do Livro, João Carneiro, a instalação Frente é um momento histórico para o Rio Grande do Sul. “Começamos esta batalha com a Câmara de Vereadores da Capital. Nosso objetivo é estender o acesso ao livro e a leitura a todos”, afirmou.
Conforme a vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL), que coordena a Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura da Capital, o direito à leitura tem que ser uma política de Estado, não de governo, para garantir sua permanência mesmo nas trocas de governo.
O deputado Miki Breier destacou a necessidade de criação de um programa de incentivo para baratear os livros. “Através da Frente Parlamentar Gaúcha, queremos tornar a Assembleia Legislativa parceira na promoção de seminários de discussão sobre o tema, de campanhas de doação de livros e a organização de mais feiras do livro pelo Estado”, afirmou.
Ele destacou que no Brasil a média de livros lidos por habitante ao ano é de 4,7, enquanto no RS é de 5,5 e no noroeste do Estado, onde realiza-se a Jornada de Literatura de Passo Fundo, o índice sobe para 6,5. Conforme o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), divulgado em dezembro de 2009, 15% da população brasileira entre 15 e 24 anos é considerada analfabeta funcional, isto é, não consegue compreender textos curtos, e 2% são analfabetos absolutos. Miki destacou que “pior do que não saber ler, é saber ler e não exercitar a leitura”.
O deputado abordou a importância do hábito da leitura e a falta de medidas efetivas por parte dos legisladores em relação ao tema. “Há muito esforço quando se trata de buscar recursos para estradas e outras ações, mas não se vêem emendas no Orçamento para bibliotecas e formas de incentivo à leitura”, disse o parlamentar. O deputado concluiu seu discurso afirmando que a Frente Parlamentar quer fazer parte do exército de pessoas que divulga o quanto é importante a leitura para mudar a vida das pessoas.
Entre os presentes na solenidade de lançamento da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura estavam a representante do Conselho Regional de Biblioteconomia e coordenadora do Fórum Gaúcho de Bibliotecas, Loiva Serafini; a produtora da Câmara do Livro, Sônia Zanchetta; a representante da OAB, Carmelina Mazzardo; o secretário de Cultura de Cachoeirinha, Claiton Manfro; o diretor da Editora Sulina, Walter Gress; a coordenadora da Biblioteca da Assembleia Legislativa, Sônia Brambila; representantes da Secretaria de Educação de Porto Alegre; representantes da Escola do Legislativo, bibliotecárias e professores. |